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Fernando Curado Ribeiro

Atualizado: 19 de Fev de 2019

Fernando Curado Ribeiro (1919-1995) foi o profissional mais antigo e conceituado a trabalhar em Angola. Ainda estudante universitário e vocalista de um grupo musical, ele ligou-se à rádio através de um estágio no SNI (Secretariado Nacional de Informação), após o que preencheu um lugar de locutor na Emissora Nacional entre 1940 e 1946. Nesta data, ele iniciou um périplo por estações africanas. A sua saída de Portugal justificou-se por razões políticas, pois tinha apoiado a candidatura oposicionista de Norton de Matos à presidência da República. Joana Campina, casada com ele, seria despedida da Emissora Nacional em 1949 pela mesma participação política, purga que atingiu outros nomes da rádio. Ambos estiveram em Nova Lisboa, na Rádio Clube do Huambo. Depois de deixar uma marca organizativa forte, Curado Ribeiro foi locutor de português de Rádio Congo Belga de Leopoldville, em 1950, e chefe da secção ibérica da Radiodifusão Nacional Belga, em Bruxelas, em 1951. Colaborou, em termos de estágios, com a Radiodifusão Francesa de Paris e a BBC em 1952. Sonoplasta, produtor, realizador e locutor, Curado Ribeiro voltou ao país em 1954 para fazer o programa Talismã e outros programas em Rádio Clube Português (Meia-Noite, Leitura). Ele editou Diário duma Voz. Inconfidências, Críticas, Programas, Entrevistas (1947) e Rádio. Produção, Realização, Estética (1964), este último livro marcante na cultura radiofónica portuguesa. Fernando Curado Ribeiro foi ainda ator de teatro e de cinema.


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